Políticas Públicas de apoio à Produção de Software Livre

  • Data: 02/10/2013
  • Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães  – Sala: M8
  • Horário: 14:30

Este painel terá o formato de oficina para promover a interação entre os convidados e o público em prol de uma discussão produtiva sobre o que está sendo feito e o que podemos fazer para o fortalecimento das Políticas Públicas de apoio à Produção de Software Livre no Brasil, em especial, dentro dos Governos.

Será uma atividade importante para quem já entende o Software Livre como modelo de negócio e um processo de desenvolvimento de software tecnicamente e economicamente sustentável, competitivo e produtivo. Para quem ainda não conhece os detalhes de como funciona o desenvolvimento baseado em Software Livre será mais importante ainda, pois terá a possibilidade de entender como essa maneira de desenvolver software gera bilhões de dólares no mundo, ao mesmo tempo que fortalece economias locais e permite total transparência e segurança nas soluções de software, ao possibilitar que os mesmos sejam totalmente auditáveis. Por esses e outros motivos que serão discutidos é que temos que olhar para o passado, presente e futuro para definirmos como melhor encaminharmos nossas políticas públicas de apoio ao Software Livre, que é uns dos caminhos para os Governos e a sociedade ter em mãos suas soluções de software.

Em suma, o que define e diferencia o Software Livre do que podemos denominar de “software restrito” passa pelo entendimento do que é conhecido como o ecossistema do software livre. O princípio básico desse ecossistema é promover a liberdade do usuário (do final ao desenvolvedor), sem discriminar quem tem permissão para usar um software e seus limites de uso, baseado na colaboração e num processo de desenvolvimento aberto. Software livre é aquele que permite aos usuários usá-lo, estudá-lo, modificá-lo e redistribui-lo, em geral, sem restrições para tal e prevenindo que não sejam impostas restrições aos futuros usuários. Normalmente, esse software existe por meio de projetos de desenvolvimento que estão centrados em torno de algum código-fonte acessível ao público, geralmente em um repositório na Internet, onde desenvolvedores e usuários podem interagir. O código é necessariamente licenciado sob termos legais formais que estão de acordo com as definições da Free Software Foundation ou da Open Source Initiative.

Para esta atividade no CBSoft convidamos:

paulo_meirelles Paulo Meirelles (moderador): professor do curso de Engenharia de Software da Universidade de Brasília, colaborador da comunidade Software Livre desde 2004 e em seu doutorado defendeu uma tese sobre a avaliação de métricas de código-fonte em projetos de Software Livre.
machado Carlos Ricardo Machado (debatedor): analista do SERPRO, alocado na Coordenação Estratégica de Assuntos do Governo e integrante do Comitê de Implementação de Software Livre no Governo Federal (CISL).
carlosSantosJr Carlos Denner Santos Jr. (debatedor): professor do departamento de Administração da Universidade de Brasília e coordenador do grupo de pesquisa no CNPq “Uso Estratégico e Competitivo de Dados (Abertos) e Software (Livre), e vem estudando, desde seu doutorado, as comunidade de Software Livre do ponto de vista organizacional.
lazarte Leonardo Lazarte (debatedor): professor do departamento de Matemática da Universidade de Brasília e coordenador do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento (CDTC), com longa experiência em projetos de implantação e disseminação do Software Livre.
luisFelipe Luis Felipe Coimbra (debatedor): diretor do Departamento de Sistemas de Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento e atual coordenador do Portal Software Público Brasileiro.
ricardoPoppi Ricardo Poppi (debatedor): assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República e coordenador da rede de Participação Social no Governo, da Presidência da República.
valessio Valéssio Brito (debatedor): publicitário, hacker, artista digital e ativista do conhecimento livre, pós-graduado em Desenvolvimento de Software Livre, com experiência como consultor PNUD para design de interfaces e tecnologias livres na Secretaria de Assuntos Legislativos no Ministério da Justiça.